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quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Análise: Guerra Ao Terror (The Hurt Locker, 2008)



Ficha Técnica:
Guerra Ao Terror / The Hurt Locker (2008)
Duração: 132 minutos
Direção: Kathryn Bigelow
Roteiro: Mark Boal
Elenco: Jeremy Renner, Anthony Mackie, Guy Pearce, Ralph Fiennes, David Morse, Evangeline Lilly

Conseguimos perceber a inteligência de um diretor e a confiança que ele possui no seu público quando ele deixa a imagem falar mais do que as palavras. Um soldado americano que acaba de voltar do Iraque está fazendo compras no supermercado. Sua esposa pede que ele pegue uma caixa de cereais e ao chegar na prateleira, ele fica surpreso a infinidade de opções oferecidas. O jeito que ele olha para aqueles cereais, aliado com o aos movimentos de câmera utilizados para ilustrar a situação retratam perfeitamente tudo o que precisamos saber daquela cena. Ele não quer estar ali, não quer aquela vida, não quer ter essas opções. Em conversa com o filho, o mesmo soldado diz que quando você é criança, tem várias escolhas para fazer na vida. Quando já é adulto, sobram duas ou três. Para ele, só sobrou uma.

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Análise: Quem Quer Ser Um Milionário? (Slumdog Millionaire, 2008)



Ficha Técnica:
Quem Quer Ser Um Milionário? / Slumdog Millionaire (2008)
Duração: 115 minutos
Direção: Danny Boyle
Roteiro: Simon Beaufoy
Elenco: Dev Patel, Freida Pinto, Irrfan Khan, Anil Kapoor

Quem Quer Ser Um Milionário? é um dos melhores exemplos de um "feel-good movie". Para quem não é familiarizado com o termo, refere-se a obras que são feitas quase que exclusivamente para que o espectador sinta-se feliz e esperançoso após assistí-la.  Nessa linha, recomendo o também excelente Simplesmente Amor (Love Actually, 2003). Desde o início, Quem Quer Ser Um Milionário? mostra que tem um ar de conto de fadas ao mostrar, logo nas frases iniciais, que uma das uma das possibilidades para Jamal Malik (Dev Patel) saber as respostas quando participa de um game-show é porque "Está escrito" que também pode ser interpretado como "É o destino".

sábado, 8 de junho de 2013

Top 10 - Terror Europeu (2000 a 2010)

Sei que já faz um tempinho que não coloco material novo aqui no blog, e peço desculpas por isso, mas a mudança de residência está fazendo aparecer responsabilidades que eu não tinha antes, e, por isso, estou tendo um tempo bem escasso.

Mesmo assim, sempre que possível, colocarei alguma coisa nova aqui para não deixar esse blog morrer, pois sei que existem pessoas que gostam daqui =)

A lista a seguir é bem pessoal, e sei que tem alguns filmes que farão as pessoas chiarem (principalmente o número 3).


terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Análise: Linha de Passe (2008)


Direção: Walter Salles, Daniela Thomas
Roteiro: George Moura, Daniela Thomas, Braulio Mantovani (colaborador)
Elenco: Sandra Corveloni, João Baldasserini, Vinícius de Oliveira, Kaique Jesus Santos, Geraldo Rodrigues
Duração: 113 minutos
Gênero: Drama
Países: Brasil
Idioma: Português
Resumo: A história de quatro irmãos que moram com a mãe e precisam lutar para alcançar seus sonhos.

 



Quando eu assisto a filmes como LINHA DE PASSE, sou invadido por um imenso sentimento de tristeza. Esse sentimento não é proveniente dos acontecimentos do filme – apesar de eles serem fortes o suficiente para causar isso – e sim por constatar que o nosso cinema possui tanto potencial, mas o estado atual dele é desanimador. Ano após ano somos bombardeados com filmes nacionais que muitas vezes conseguem financiamento por motivos políticos, e não pelas qualidades artísticas de seus idealizadores. É óbvio que em um país em que a valorização da cultura está bem abaixo de outras necessidades, nós não podemos esperar um grande investimento no cinema. No entanto, o pouco que é investido, acaba sendo em obras com um mínimo de profundidade, dando a impressão de que o povo não é capaz de ser desafiado. Assim, o cinema acaba apenas servindo como pão e circo, de modo que quem o freqüenta acaba sendo bombardeado apenas com obras que farão todos saírem felizes do cinema, sem saber muito bem o porquê. Faço questão de ressaltar isso pois o filme de Salles não possui nenhum financiamento nacional, tendo sido feito totalmente através de investidores internacionais. Claro que vários países necessitam de investimento estatal para o desenvolvimento de seu cinema, e nossos vizinhos argentinos são exemplos disso. Mas o porquê do cinema de lá ser bem mais interessante que o daqui é assunto para outra hora.