quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Análise: O Discurso do Rei (The King's Speech, 2010)



Ficha Técnica:
O Discurso do Rei / The King's Speech (2010)
Duração: 118 minutos
Direção: Tom Hooper
Roteiro: David Seidler
Elenco: Colin Firth, Geoffrey Rush, Helena Bonham Carter, Guy Pearce

Quando pensamos em um rei, a imagem que geralmente vem a nossa cabeça é a de uma figura forte, dedicada, imponente e, por vezes, assustadora. Uma das características mais interessantes de O Discurso do Rei é a maneira como Tom Hooper mostra o futuro monarca da Inglaterra, principalmente por descobrirmos que ele enfrenta conflitos pessoais como qualquer ser humano.


O filme foca no tratamento que o Príncipe Albert (Colin Firth) faz para tentar curar a sua gagueira. Ele já passou por vários médicos que tentaram os mais variados tratamentos, desde começar a fumar até falar com bolinhas de gude na boca. Elizabeth (Helena Bonham Carter), esposa de Albert, vai atrás de Lionel Logue (Geoffrey Rush), conceituado  fonoaudiologista. Logue faz o que nenhum dos médicos anteriores tentou: procurar as raízes da gagueira, descobrindo por quais traumas Albert passou para culminar nesse problema

Com isso, acabamos descobrindo que Albert era severamente repreendido em sua infância, sendo maltratado pela babá e até obrigado a aprender a escrever com a mão direita, pois era canhoto e isso era um sinal de fraqueza. Com isso, ele acabou desenvolvendo essa gagueira, sendo que esse mal já seria ruim em uma situação normal. Agora multiplique isso por mil para entender a situação de Albert, que, após a morte do pai e a renúncia do irmão ao trono, teve passada para si a responsabilidade - entre outras - de discursar no rádio para toda a Inglaterra (e para seus soldados mundo afora), em um momento delicadíssimo da história, às portas do início da segunda guerra mundial.

Colin Firth é a estrela do show, e faz uma convincente atuação (é dífícil acreditar que o ator não seja gago após ver esse filme). Geoffrey Rush, por sua vez, tem uma participação bastante interessante - e por vezes divertida -, tentando constantemente se aproximar e tornar-se amigo do futuro rei, com o intuito de se aprofundar no seu problema. O que me incomodou no filme foi a sua normalidade. Tirando a citada atuação de Firth, nada mais se sobressai. Tratando-se de um vencedor de tantas premiações, eu acabei esperando algo a mais.

O Discurso do Rei levou o Oscar de Melhor Filme em um ano em que a disputa era acirrada, com filmaços como Cisne Negro (Black Swan, 2010), 127 Horas (127 Hours, 2010), A Rede Social (The Social Network) e o maravilhoso A Origem (Inception, 2010). Dessa vez, não foi o melhor que levou - nem perto disso - mas como eu sabia desde o começo que meu favorito dessa lista saíria de mãos abanando, acabei ficando conformado com quem saiu vitorioso.

Trailer:



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