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quinta-feira, 11 de abril de 2013

Análise: Sweet Sixteen (2002)


Direção: Ken Loach
Roteiro: Paul Laverty
Elenco: Martin Compston, William Ruane, Annmarie Fulton, Michelle Abercromby, Michelle Coulter
Duração: 106 minutos 
Gênero: Drama
País: Reino Unido / Alemanha / Espanha
Idioma: Inglês 
Resumo: Determinado a ter uma vida tranquila após sua mãe sair da prisão, um jovem luta para conseguir dinheiro e comprar um trailer

Ken Loach, junto com Woody Allen, é um dos poucos diretores ainda vivos que consegue fazer uma quantidade enorme de filmes e ainda mantém a qualidade em todos eles. Para se ter uma ideia, desde 2000, Loach dirigiu doze filmes e pelo menos oito mostram que o diretor está em boa forma, conseguindo conduzir uma história de maneira interessante como poucos. Seus personagens, na maioria das vezes, são pessoas que levam vidas normais -, passando por problemas que o mundo real impõe, como a professora de Ae Fond Kiss... (2004) e a mulher desempregada de It’s A Free World... (2007).

sábado, 6 de abril de 2013

Análise: Filhos da Esperança (Children Of Men, 2006)

Direção: Alfonso Cuáron
Roteiro: Alfonso Cuáron, Timothy J. Sexton, David Arata, Mark Fergus, Hawk Ostby
Elenco: Clive Owen, Julianne Moore, Michael Caine, Chitewel Ejiofor, Peter Mullan
Duração: 109 minutos
Gênero: Drama / Ficção Científica
Países: Reino Unido / Estados Unidos
Idioma: Inglês / Alemão / Romeno / Italiano / Espanhol / Árabe
Resumo: Em 2027, com a população mundial drasticamente reduzida devido à infertilidade das mulheres, Theo Faron resolve ajudar uma fugitiva a conseguir documentos e manter-se no país


A ficção científica é um gênero muito difícil de agradar o público. Muitas pessoas entram para assistir a um filme do gênero com certa má vontade, na maioria das vezes por não conseguir aceitar o que está por vir, principalmente quando isso envolve excessivas explosões, pessoas voando pelo cenário e outras coisas que vão além do limite da realidade. Em Filhos da Esperança, no entanto, a história foca no lado humano, deixando de lado os efeitos especiais e utilizando-os (e muito bem) apenas quando necessário.

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Análise: Kill List (2011)


Direção: Ben Wheatley
Roteiro: Ben Wheatley, Amy Jump
Elenco: Neil Maskell, Michael Smiley, MyAnna Buring, Emma Fryer, Harry Simpson
Duração: 95 minutos
Gênero: Suspense / Drama / Terror
Países: Reino Unido
Idioma: Inglês / Sueco
Resumo: Dois assassinos devem executar um trabalho que envolve matar três pessoas

 

Como eu já falei em um dos posts passados, sobre o Top 5 do mês de março, a primeira vez que ouvi falar de Ben Wheatley foi no referido mês. Ao verificar sua lista de realizações, vi que ele tinha dirigido algumas séries de tv e tinha apenas três filmes no currículo. Como apenas dois deles estavam disponíveis, resolvi pegar Kill List por este estar encaixado, segundo suas descrições, no gênero terror/suspense. Não lembro se eu já disse alguma vez aqui no blog, mas em grande parte das vezes que vou ver um filme, tento ler o mínimo sobre ele, evitando qualquer tipo de spoilers ou qualquer coisa que possa revelar detalhes da trama - e tento fazer o mesmo nas minhas análises, revelando o menor número de elementos da história dos filmes, trantadomais de aspectos que não estraguem a experiência para quem ainda não assistiu.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Análise: eXistenZ (1999)



Direção: David Cronenberg
Roteiro: David Cronenberg
Elenco: Jennifer Jason Leigh, Jude Law, Willem Dafoe, Christopher Ecclestone, Sarah Polley, Ian Holm, Callum Keith Rennie, Don McKellar
Duração: 97 minutos
Gênero: Ficção Científica
Países: Canadá / Reino Unido
Idioma: Inglês
Resumo: Uma programadora de jogos começa a ser perseguida por uma organização e deve testar seu jogo para saber se o mesmo está danificado.

 
David Cronenberg é um dos cineastas mais enigmáticos que já pisaram nesse planeta. Todas as suas obras são, no mínimo, intrigantes, e causam no espectador uma certa inquietude, seja pelas revelações inesperadas, como acontece em MARCAS DA VIOLÊNCIA (A HISTORY OF VIOLENCE, 2005), pelas obras repletas de críticas implícitas, como em VIDEODROME (1983) ou pelo seu body horror, presente em vários de seus filmes, entre eles A MOSCA (THE FLY, 1986). Até mesmo seu último filme, COSMOPOLIS (2012), que foi crucificado pela crítica, conseguiu despertar certa curiosidade, fazendo o espectador ficar curioso do que estava por trás de seus diálogos confusos.

domingo, 24 de fevereiro de 2013

Análise: Prometheus (2012)


Direção: Ridley Scott
Roteiro: Damon Lindelof, Jon Spaihts,
Elenco: Noomi Rapace, Michael Fassbender, Logan Marshall-Green,Idris Elba, Rafe Spall, Sean Harris, Charlize Theron
Duração: 124 minutos
Gênero: Ficção Científica / Aventura
Países: Estados Unidos / Inglaterra
Idioma: Inglês
Resumo: Um time de exploradores descobre uma pista que pode levar à descoberta das origens da humanidade


 

Se existiu um filme que criou expectativas para os fãs de ficção científica no ano de 2012, esse filme foi PROMETHEUS. Isso porque nesse gênero as boas obras estão se tornando cada vez mais raras. Ambientado no universo da série Alien (e dirigido por Ridley Scott, responsável também pelo primeiro filme daquela franquia), o longa é ambientado em 2093 e mostra um grupo de humanos que viaja para um planeta distante para procurar respostas para as nossas origens. 

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Análise: Extermínio (28 Days Later, 2002)




Direção: Danny Boyle
Roteiro: Alex Garland
Elenco: Cillian Murphy, Naomie Harris, Brendan Gleeson, Christopher Ecclestone, Noah Huntley, Megan Burns
Duração: 113 minutos
Gênero: Terror
País: Reino Unido
Idioma: Inglês
Resumo: Quatro semanas após um vírus se espalhar pela Inglaterra, um grupo de sobreviventes tenta encontrar um local seguro para se proteger.


“Isso é o que vi quatro semanas antes da infecção: pessoas matando pessoas. E é o mesmo que vi quatro semanas antes daquela e mais quatro antes: pessoas matando pessoas. Então, para mim, isso nos coloca em estado de normalidade agora”. Essas são as palavras ditas pelo Major Henry West (Christopher Ecclestone) como resposta para um soldado que espera que tudo retorne ao “normal”. A normalidade pela qual o soldado anseia é a volta a um mundo cujo equilíbrio foi perturbado quando um grupo de ativistas invadiu um laboratório de pesquisas para liberar macacos que estavam sendo utilizados como cobaias em experiências. O que eles não sabiam era que esses macacos estavam infectados com um vírus que transforma os seres humanos em canibais, apenas 20 segundos após o contato, seja este pelo sangue ou pela saliva.

sábado, 19 de janeiro de 2013

Análise: É Proibido Procriar (ZPG: Zero Population Growth, 1972)




Direção: Michael Campus
Roteiro: Frank de Felitta e Max Ehrlich
Elenco: Oliver Reed, Geraldine Chaplin, Don Gordon, Diane Cilento
Duração: 97 minutos
Gênero: Ficção Científica
País: Reino Unido
Idioma: Inglês
Resumo: Em um futuro não muito distante, a Terra está sofrendo com sua grande população e o governo decide que é ilegal ter crianças por uma geração.

Um futuro que mostra a humanidade incapaz de gerar crianças. Quem  assistiu “Filhos da Esperança” já conhece a premissa e achará muitas semelhanças entre a sua história e a de “É Proibido Procriar”. Enquanto naquele filme as mulheres, por algum motivo desconhecido, pararam de ter filhos, neste, pelo alto crescimento populacional, os líderes mundiais criam uma lei que proíbe as pessoas de ter filhos pelos próximos 22 anos.  E o casal que for corajoso o suficiente para descumpri-la  será punido com a morte.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Análise: A Dança dos Vampiros (The Fearless Vampire Killers, 1967)

 


Direção: Roman Polanski
Roteiro: Roman Polanski e Gérard Brach
Elenco: Jack MacGowran, Roman Polanski, Sharon Tate, Ferdy Maine, Alfie Bass, Iain Quarrie, Terry Downes
Duração: 108 minutos
Gênero: Comédia / Terror
Países: Reino Unido
Idiomas: Inglês
Resumo: Um renomado professor e seu assistente vão à Transilvânia em busca de pistas sobre vampiros.

Não foi em filmes como “Todo Mundo em Pânico” que o cinema de terror começou a ser satirizado. Já na década de 90, Mel Brooks também esteve no ramo, com o filme “Drácula Morto, Mas Feliz”. Também ficou famoso o filme “A Repossuída”, paródia horrorosa do clássico de terror “O Exorcista”. Mas, ainda antes destes, em 1967, Roman Polanski dirigiu a ótima comédia “A Dança dos Vampiros”. Ainda hoje, essa é uma das mais bem sucedidas tentativas de abordar o assunto de forma bem humorada.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Análise: Precisamos Falar Sobre o Kevin (We Need To Talk About Kevin, 2011)

 

Direção: Lynne Ramsay
Roteiro: Lynne Ramsay e Rory Stewart Kinnear
Elenco: Tilda Swinton, John C. Reilly, Ezra Miller, Ashley Gerasimovich
Duração: 112 minutos
Gênero: Drama
País: Reino Unido /Estados Unidos
Idioma: Inglês
Resumo: Um estudo sobre os efeitos causados em uma mãe depois que seu filho comete um crime.



Até que ponto os pais são responsáveis pelos atos de seus filhos? Essa questão é o centro da narrativa de “Precisamos Falar Sobre o Kevin”, que mostra Eva (Tilda Swinton) tendo sua vida modificada após seu filho cometer um crime. A história é contada em linhas temporais diferentes: uma que se passa na infância e adolescência de Kevin (Ezra Miller, o criminoso); uma focada nos momentos que antecedem o ato cometido por este e outra que nos mostra o efeito que esses atos causam em sua mãe. Com essa fragmentação da narrativa, poderíamos nos perder entre as linhas temporais, mas a montagem de Joe Bini é  bem feita e deixa o filme facilmente compreensível. A ideia de usar o corte de cabelo de Eva para indicar em qual momento a história se encontra foi uma sacada inteligente da roteirista e diretora Lynne Ramsay.