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sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Análise: O Artista (The Artist, 2011)



Ficha Técnica:
O Artista / The Artist (2011)
Duração: 100 minutos
Direção: Michael Hazanavicius
Roteiro: Michael Hazanavicius
Elenco: Jean Dujardin, Bérénice Bejo, John Goodman, James Cromwell, Malcolm McDowell

O Artista causou um certo frisson à época de seu lançamento, pois grande parte das pessoas acreditava que qualquer coisa referente ao cinema mudo já deveria estar morta e enterrada há muito tempo. Surpreendentemente, o filme conquistou bastante respeito e uma infinidade de prêmios, coisa difícil de se imaginar para uma obra do tipo. Ainda mais atualmente quando grande parte do público não consegue nem prestar atenção em um filme se este não tiver algumas explosões e 500 cortes por minuto.

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Análise: A Outra Terra (Another Earth, 2011)

Direção: Mike Cahill  
Roteiro: Mike Cahill, Brit Marling 
Elenco: Brit Marling, William Mapother, Meggan Lennon, AJ Diana 
Duração: 92 minutos 
Gênero: Drama / Ficção Científica 
Países: Estados Unidos
Idioma: Inglês 
Resumo: Na noite em que é descoberto um planeta parecido com a Terra, uma jovem estudante cruza o caminho de um músico.


Se existe um filme de baixo orçamento que sabe muito bem como esconder essa característica, esse filme é A Outra Terra. O diretor Mike Cahill - em seu trabalho de estreia em longas metragens - deu declarações revelando que a produção toda custou bem abaixo de 200 mil dólares, mas, mesmo que atingisse esse valor, o filme ainda estaria bem abaixo de qualquer grande produção hollywoodiana - como comparação, Looper - Assassinos do Futuro (Looper, 2012), considerado um sucesso entre os filmes de baixo orçamento de 2012, utilizou um orçamento aproximadamente 150 vezes maior, atingindo 30 milhões de dólares.

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Análise: Kill List (2011)


Direção: Ben Wheatley
Roteiro: Ben Wheatley, Amy Jump
Elenco: Neil Maskell, Michael Smiley, MyAnna Buring, Emma Fryer, Harry Simpson
Duração: 95 minutos
Gênero: Suspense / Drama / Terror
Países: Reino Unido
Idioma: Inglês / Sueco
Resumo: Dois assassinos devem executar um trabalho que envolve matar três pessoas

 

Como eu já falei em um dos posts passados, sobre o Top 5 do mês de março, a primeira vez que ouvi falar de Ben Wheatley foi no referido mês. Ao verificar sua lista de realizações, vi que ele tinha dirigido algumas séries de tv e tinha apenas três filmes no currículo. Como apenas dois deles estavam disponíveis, resolvi pegar Kill List por este estar encaixado, segundo suas descrições, no gênero terror/suspense. Não lembro se eu já disse alguma vez aqui no blog, mas em grande parte das vezes que vou ver um filme, tento ler o mínimo sobre ele, evitando qualquer tipo de spoilers ou qualquer coisa que possa revelar detalhes da trama - e tento fazer o mesmo nas minhas análises, revelando o menor número de elementos da história dos filmes, trantadomais de aspectos que não estraguem a experiência para quem ainda não assistiu.

quarta-feira, 3 de abril de 2013

TOP 5 - Março/2013


5º Antiviral (2012) - dir. Brandon Cronenberg


A estreia de Brandon Cronenberg - filho do grande David Cronenberg - na direção de um filme com certeza deixou seu pai orgulhoso, ainda mais por se utilizar de elementos já consagrados pelo mesmo, como o body horror e uma história intrigante. Acompanhamos Syd March (Caleb Landry Jones), um empregado de uma clínica que vende doenças de pessoas famosas. De posse desses itens, Syd torna-se um traficante e começa a efetuar vendas no mercado negro. Por mais que falte algum ritmo à história, o diretor esbanja em originalidade, deixando-me ansioso pelo seu próximo trabalho.


domingo, 10 de março de 2013

Análise: Killer Joe - Matador de Alguel (Killer Joe, 2011)



Direção: William Friedkin
Roteiro: Tracy Letts
Elenco: Matthew McConaughey, Emile Hirsch, Thomas Haden Church, Gina Gershon, Juno Temple
Duração: 102 minutos
Gênero: Suspense / Drama
Países: Estados Unidos
Idioma: Inglês
Resumo: Após se afogar em dívidas, o jovem Chris prepara um plano para matar sua mãe e ficar com o dinheiro do seguro.

 

Posso dizer com certeza que, ao lado de eXistenZ (1999), KILLER JOE – MATADOR DE ALUGUEL é o filme mais surpreendente que assisti nos últimos tempos. Dirigido por William Friedkin, responsável por clássicos como OPERAÇÃO FRANÇA (THE FRENCH CONNECTION, 1971) e O EXORCISTA (THE EXORCIST, 1971), o filme mostra Chris (Emile Hirsch) que, ao se endividar, propõe ao seu pai, Ansel (Thomas Haden Church), a contratação de um assassino para matar a mãe e ficar com a apólice de 50 mil dólares. O pai agora é casado com Sharla (Gina Gershon) e mora com ela e com a filha Dottie (Juno Temple) em um trailer.

domingo, 20 de janeiro de 2013

Análise: Alpes (Alpeis, 2011)


Direção: Giorgos Lanthimos
Roteiro: Giorgos Lanthimos e Efthymis Filippou
Elenco: Aggeliki Papoulia, Aris Servetalis, Ariane Labed, Stavros Psyllakis
Duração: 93 minutos
Gênero: Drama
País: Grécia
Idioma: Grego / Inglês
Resumo: Um grupo de pessoas oferece serviços onde eles personificam os falecidos para ajudar as pessoas próximas a superar a perda.


Muita expectativa foi criada sobre o trabalho do diretor grego Giorgos Lanthimos depois da surpresa que foi seu último filme. “Dente Canino” foi um triunfo cinematográfico, que, ao mesmo tempo em que contava uma história repleta de surrealismo, também conseguia deliciar o público com as questões que deixava no ar. Em “Alpes”, o surrealismo já se faz presente na premissa, que trata de um grupo de pessoas que trabalham como substitutos de parentes falecidos. Assim, quando alguém perde um ente querido, procura os membros desse grupo para que eles apareçam em suas casas algumas vezes por semana para falarem frases pré-definidas e se comportarem como o falecido. Alpes é exatamente o nome que o grupo usa.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Análise: Precisamos Falar Sobre o Kevin (We Need To Talk About Kevin, 2011)

 

Direção: Lynne Ramsay
Roteiro: Lynne Ramsay e Rory Stewart Kinnear
Elenco: Tilda Swinton, John C. Reilly, Ezra Miller, Ashley Gerasimovich
Duração: 112 minutos
Gênero: Drama
País: Reino Unido /Estados Unidos
Idioma: Inglês
Resumo: Um estudo sobre os efeitos causados em uma mãe depois que seu filho comete um crime.



Até que ponto os pais são responsáveis pelos atos de seus filhos? Essa questão é o centro da narrativa de “Precisamos Falar Sobre o Kevin”, que mostra Eva (Tilda Swinton) tendo sua vida modificada após seu filho cometer um crime. A história é contada em linhas temporais diferentes: uma que se passa na infância e adolescência de Kevin (Ezra Miller, o criminoso); uma focada nos momentos que antecedem o ato cometido por este e outra que nos mostra o efeito que esses atos causam em sua mãe. Com essa fragmentação da narrativa, poderíamos nos perder entre as linhas temporais, mas a montagem de Joe Bini é  bem feita e deixa o filme facilmente compreensível. A ideia de usar o corte de cabelo de Eva para indicar em qual momento a história se encontra foi uma sacada inteligente da roteirista e diretora Lynne Ramsay.

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Análise: Drive (2011)

Direção: Nicolas Winding Refn
Roteiro: Hossein Amini
Elenco: Ryan Gosling, Carey Mulligan, Albert Brooks, Ron Pearlman, Oscar Isaac, Kaden Leos
Duração: 100 minutos
Idioma: Inglês
País: Estados Unidos
Resumo: Um misterioso dublê de Hollywood encontra problemas quando tenta ajudar seus vizinhos

 

Silêncio. É impressionante como algo tão subestimado pode se tornar tão belo. Em Drive, do diretor dinamarquês Nicolas Winding Refn, vemos como o silêncio pode ser mais valioso do que um milhão de palavras. Esse é um caso clássico de um filme que nasceu para ser “cool”, pois todas as características pra isso estão lá: Um personagem principal carismático, que possui uma marca registrada (jaqueta com escorpião); trilha sonora extremamente magnética, te levando aos anos 80; perseguição de carros, entre outros. A história, baseada no livro homônimo de James Sallis, é focada em Driver (Ryan Gosling), que trabalha como dublê durante o dia e motorista de fuga durante a noite. Ao conhecer Irene (Carey Mulligan) e seu filho Benicio (Kaden Leos), ele cria um forte laço de amizade com eles. Tudo muda quando o ex-marido de Irene, Standard Gabriel (Oscar Isaac), sai da cadeia e volta pra casa, culminando na decisão de Driver de ajudá-lo a se livrar das pessoas que o perseguem.